Lembrar de ti me traz lágrimas
Não de tristeza, mas de uma saudade eterna
Queeria ter me despedido melhor
Ter te falado meia dúzia de palavras que fosse
Ter te abraçado, como aquela vez...
Não me lembro de quando o abracei.
Então aqui estou, escrevendo com a certeza que tu lerás
Agora me lembrei, não sabias ler
Pede pra um anjo, não sei, alguém ai ler pra tí, por favor
É velho, eu neste mundo pra lá de perdido e você ai
Agora me sinto sozinha
Tu sempre foi meu protetor.
É velho, fico aqui com as lembranças
Das histórias inventadas que tu contava
Das tuas idéias de “girino”
Do doce de amendoim que tu trazia pros netos
Como aquilo era bom...
Descobri isso depois que perdi
Eu sei, é sempre assim
É velho, tu eras um homem bom
Simples, honesto e lutador
Mas como era cabeça dura e teimoso
Só quem conhecia sabia bem...
Nunca te falei que o admirava não é?
Então velho, é bem isso que queria te falar
Ah, eu ainda lembro da tua voz
Vai fazer um ano, mas tenho certeza que nunca vou esquecer
Não só da voz, mas de você!
G.Araújo.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Esse tal do amor
Chega a ser triste, pois é, o amor na maioria das vezes não é como os dos filmes. O amor corrói, destrói, machuca e faz muito chorar. Então por que a gente ama? Isso nem ao certo sei dizer, creio que como tudo que é compensador na vida é difícil. Igualmente ao amor. Amar não é coisa pra armadores, por isso geralmente carregamos o peso de outras paixões como feridas, fazendo com que desacreditemos no amor.
Mas que nada, se um romance não der certo pense assim: "Foi uma ótima experiência, aprendi com o sofrimento. No próximo estarei mais forte e tentarei fazer diferente."
Falando assim parece simples não é?
Não, não é, o amor nunca curtiu muito a simplicidade, por isso nunca foi pouco, básico, calmo.
Olha só quem vocês estão 'ouvindo', alguém que já leu milhares de definições do amor mas nunca achou uma totalmente verdade ou totalmente mentira. Uma moça que ama a simplicidade e por isso não ama tanto o amor por ele ser contrário. Uma cidadã de pouca idade porém já carrega muitas histórias de amor, que ela nem poem a mão no fogo pra confirmar ser amor, porque acabaram tão tristes, e algumas sem explicação. E ela como toda menina "clinclê", acredita que o amor é a coisa mais poderosa do mundo.
G.Araújo.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Te olhando assim
Sinto vontade de dizer-te mil palavras
Que não me cabem o direito
Como és belo, como és fascinante
Jamais encontrará homem igual
Virei tua fã, admiradora
Encantada com teus dizeres
Perplexada com teus atos
Seria pedir de mais que fosses só meu
Que sortuda seria
A dona felicidade não me abandonarias
Prometo que te amarias! Ah como te amarias!
Só mais uma mulher traida
Toda noite ao alento do silêncio
Ela pensa na traição
Quando ele não está em casa
E até mesmo quando ao seu lado ele marca presença.
Aprenderá a ser forte como as deusas antigas
Aprenderá a ver o amor que ele dizia ter por ela
se despedaçando como rosa seca
Aprenderá a ficar calada
Quando o que mais queria era gritar.
Por fora concreta, sóbria
Por dentro não tinha vida, não mais
Pensa as vezes que a culpa era sua
Não teve filhos, talvez se tivesse...
Seria uma família feliz?
Aquilo soava tão sarcástico
Quando soube se descabelou
Quebrou um vazo, talvez dois
Mas tinha medo de dizer que sabia
Tanto pra ele, quanto pra qualquer outra pessoa
Se sentia autora de um torturoso crime
Não podia contar a ninguém
Coitada, era a própria e única vítima
Não sabia.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Perdida nessa madrugada, 01:22 de plena segunda, perdida não, me encontrando na verdade, nos tesouros do Caio Fernando de Abreu, e você sabia que ler ele me faz pensar em você, te encaixo nos textos, te dedico as declarações mais sinceras. Porque eu sei que você não é um simples amor, você um amor daqueles antigos, de vidas quem sabe, daqueles de teatro. Melhor amor não, porque amor rima com dor. É um ternuroso romance, porque assim sinto que atrai melhor você pra mim.
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