sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Só mais uma mulher traida


Toda noite ao alento do silêncio
Ela pensa na traição
Quando ele não está em casa
E até mesmo quando ao seu lado ele marca presença.


Aprenderá a ser forte como as deusas antigas
Aprenderá a ver o amor que ele dizia ter por ela
se despedaçando como rosa seca
Aprenderá a ficar calada
Quando o que mais queria era gritar.


Por fora concreta, sóbria
Por dentro não tinha vida, não mais


Pensa as vezes que a culpa era sua
Não teve filhos, talvez se tivesse...
Seria uma família feliz?
Aquilo soava tão sarcástico


Quando soube se descabelou
Quebrou um vazo, talvez dois
Mas tinha medo de dizer que sabia
Tanto pra ele, quanto pra qualquer outra pessoa
Se sentia autora de um torturoso crime
Não podia contar a ninguém
Coitada, era a própria e única vítima
Não sabia.

G.Araújo.

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