domingo, 11 de dezembro de 2011

Anjo de quatro patas

É como já dizia o livro, assim eu também classifico os cachorros. Anjos, eles tem uma pureza de eterna criança. E quem disse que são irracionais? Bom, pelo menos o meu não é, não é mesmo. Ele se chama Luke; eu poderia ficar aqui contando mil e uma histórias que ele foi o ator principal, mas se contente com que vou lhes dizer, ninguém come como o Luke, ninguém corre como o Luke e principalmente ninguém apronta como o Luke. Eu nunca pensei em ter filhos aos doze anos, mas foi o que aparentou quando ele foi lá para casa; muitas vezes pensei em lhe dá, e o xinguei de todos os piores nomes possíveis, ele nunca disse nada, só me conquistou e fazia toda raiva passar em segundos. Não sei porque gosto tanto dele, mas não tem nenhum dia que eu não  me pegue o bajulando, alisando seu pelo, mesmo que o dia esteja atarefado, ele é prioridade, ele é como um filho-irmão para mim. Traz uma alegria já esquecida, renova minhas forças ver seu rabo abanar em minha direção.

Gabi Araújo


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